ABTTC desenvolve lacre eletrônico contra ilícitos em cargas portuárias

«Eles contêm chips. Quando o contêiner deixa o Redex é feita a leitura do lacre e o mesmo ocorre quando a carga chega no operador portuário. Se nesse intervalo o lacre tiver sido violado, o problema ser identificado», diz Walmir Alonso Pedro, gerente operacional da Dínamo, que tem usado o sistema.
No começo de 2017, a Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres , que representa os Redex, focou na discussão de procedimentos de segurança na movimentação de cargas. Em setembro daquele ano, após encontros na Alfândega de Santos, a entidade assinou um termo de compromisso com a Iport Solutions, responsável pela tecnologia.
«É um novo paradigma. Buscamos uma solução que atendesse essa demanda de controle que os terminais retroportuários devem oferecer. Na prática, ao adotarmos esse novo lacre, temos um novo serviço, um valor que agregamos para nossos clientes», destacou o presidente da ABTTC, João Ataliba Botelho Neto.
«Identificamos nesse lacre com chips uma solução que responde às necessidade de nossos clientes. E todos os dados são armazenados com segurança», disse o diretor comercial da Iport Solutions, Vander Serra de Abreu.


Monitoramento

Com o lacre eletrônico, a ABTTC disponibiliza um ambiente de monitoramento com OCR , RFID e links de comunicação, além de acompanhar a estufagem e gravar imagens, tudo disponível em tempo real à Alfândega da Receita Federal do Porto. A solução é composta de tecnologias de automação, software web de gerenciamento das informações e integração. Os lacres são descartáveis, têm certificado ISO, dados criptografadas, acesso com senha, são difíceis de falsificar ou clonar. 

Determinação da Alfândega

Segundo Trajano, devido ao grande número de apreensões de drogas em contêineres, a Alfândega determinou que as cargas de exportação sejam monitoradas pelos redex. «São responsáveis por acompanhar a unidade de carga até o embarque no terminal para a exportação. Uma das formas de fazê-lo é através do lacre eletrônico».
O gerente da Dínamo confirmou que existe uma cobrança sobre os terminais pela fiscalização e comemora a tecnologia. «Que venha o lacre e que o controle aumente».
Alberto Robinson, gerente da DP World Santos, terminal privado de contêineres do Porto de Santos, diz que o lacre eletrônico é extremamente útil na prevenção de ilícitos e, apesar do custo mais alto, os benefícios são incalculáveis. Segundo ele, o valor é em torno de US$ 13 – o lacre comum é vendido por R$ 15. «É um pouco caro, mas, qual o custo de ter um contêiner com a minha marca ligado a um problema com entorpecentes? É difícil de avaliar. A gente só valoriza ou toma consciência do custo depois que o prejuízo acontece».
Robinson menciona ainda outras vantagens da tecnologia, que já é usada no resto do mundo, inclusive por terminais da DP World, como na Antuérpia e Roterdã . «O cliente usa o lacre eletrônico para ter um acesso diferenciado. Ele tem um RFID, que pode se comparar a um »sem parar« de automóveis. 


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