Greve na Codesp ameaça operações no Porto de Santos

Trabalhadores da Companhia Docas do Estado de São Paulo pretendem impedir a entrada e a saída de navios no Porto de Santos. O plano será colocado em prática a partir da próxima quarta-feira , quando será iniciada uma greve da categoria. Enquanto isso, usuários do cais santista já temem transtornos logísticos e prejuízos.
A decisão dos portuários de cruzar os braços foi tomada em assembleia na noite da última terça-feira , na sede do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária . Segundo a entidade, o motivo da paralisação é o fato da Codesp não garantir a data base da categoria e oferecer uma proposta de acordo coletivo que reduz benefícios já praticados.
«A prioridade da greve é focar na área operacional e na greve portuária porque, assim, os impactos serão maiores. Sabemos das dificuldades de adesão das pessoas que têm cargos de confiança», explicou o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos.
Segundo o líder sindical, a entidade pretende manter o contingente mínimo de 30% de trabalhadores atuando em departamentos «que não podem parar». É o caso dos setores responsáveis pela atracação de navios, pela Guarda Portuária e também pelo fornecimento de energia elétrica produzida na Usina Hidrelétrica de Itatinga.
A informação já causa temor entre os usuários do Porto de Santos. Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo , José Roque, a situação deve criar filas de navios na Barra de Santos. 

Manifestação pode ser suspensa

Os funcionários da Autoridade Portuária cogitam suspender a greve prevista para a próxima quarta-feira, caso a Companhia Docas do Estado de São Paulo prorrogue por 30 dias o acordo coletivo dos portuários. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária , Everandy Cirino dos Santos, a categoria aguarda uma confirmação oficial da Docas até terça-feira . Esta é a data em que já está marcada uma assembleia na sede do sindicato. «Se o presidente encaminhar um documento que prorrogue o acordo que está em vigor por mais 30 dias, nós votamos pela suspensão da greve», afirmou o sindicalista.
Assim como representantes da Autoridade Portuária, o diretor-executivo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo , José dos Santos Martins, acredita que os portuários podem desistir da greve. A entidade vem acompanhando a negociação entre as partes «na certeza de que a diretoria da Codesp conseguirá pleno êxito no objeto pretendido, eliminando assim o risco da paralisação anunciada».
«Existe ainda a possibilidade de prorrogação por mais 30 dias que esta sendo discutida entre Codesp e os sindicatos, possibilitando assim um tempo maior para as negociações e eliminação do risco da paralisação na próxima quarta-feira», afirmou o diretor-executivo do Sopesp. 


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